Nikolas lança o 2º vídeo do dossiê Lulinha, agora sobre o Careca do INSS
O capítulo trata da relação de Fábio Luís com Antônio Carlos Camilo Antunes. A PF investiga tráfico de influência e fala em mesada. A defesa nega qualquer pagamento.
Nikolas Ferreira publicou o segundo episódio da série de sete vídeos sobre Fábio Luís Lula da Silva. O tema é Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso na Operação Sem Desconto e apontado pela Polícia Federal como operador dos descontos ilegais em aposentadorias. O primeiro capítulo, no domingo, recuperou a Gamecorp. Este liga o filho do presidente ao lobista que a PF descreve como interessado em contrato de canabidiol no Ministério da Saúde, estimado em até 626 milhões de reais, e a Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha que recebeu cinco repasses de 300 mil reais de consultoria ligada a Camilo. Nos diálogos, o empresário fala no “filho do rapaz”.
Em 30 de julho, André Mendonça autorizou inquérito para apurar se Lulinha praticou tráfico de influência e corrupção passiva para favorecer o Careca na Saúde. Outro inquérito mira a Dataprev. Relatório enviado ao STF fala em mesadas de 300 mil reais e em viagens coincidentes a Lisboa e Madri em 2024. Edson Claro, ex-funcionário de Camilo, disse à PF e à CPMI que ouvia o chefe falar em pagamento ao filho do presidente. O advogado Guilherme Suguimori respondeu à CNN que Lulinha nunca recebeu dinheiro de Camilo e que as quebras de sigilo não mostraram repasse direto. A defesa trata o depoimento de Claro como relato indireto.
O vídeo de Nikolas é peça de campanha sobre inquérito em curso, não sentença. Careca está preso. Lulinha é investigado, não condenado. A PF tem envelope, PIX à amiga, viagem e testemunha. A defesa tem a ausência de TED no nome de Fábio Luís. Cabe à série mostrar o que ainda não está no relatório. Cabe à defesa explicar o “filho do rapaz” e as três viagens no mesmo calendário. Os outros cinco capítulos não saíram.

