Nikolas abre dossiê Lulinha com o primeiro de sete vídeos
O episódio “O Ronaldinho dos negócios” recupera a Gamecorp, a Oi e o sítio de Atibaia. Fábio Luís é alvo de três inquéritos na PF. A defesa fala em perseguição. A Justiça anulou provas da Lava Jato em 2022.
Na noite de domingo (6), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou o primeiro capítulo de uma série de sete vídeos chamada dossiê Lulinha. O título é “O Ronaldinho dos negócios”. O texto recupera a Gamecorp, empresa de games que Fábio Luís Lula da Silva montou a convite dos irmãos Bittar, e a frase de Lula à imprensa de que não tinha culpa se o filho era “craque” dos negócios. Nikolas liga os aportes da Oi/Telemar ao sítio de Atibaia, objeto da Lava Jato, e diz que Lulinha vive hoje num condomínio de luxo na Espanha enquanto responde a três inquéritos na Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência. “Vou contar esta história do começo, porque ela não começa hoje.”
Em 2022, a Justiça considerou nulas as provas daquele núcleo e reconheceu a suspeição de Sergio Moro. Não houve sentença de mérito sobre o conjunto da apuração. Nikolas resume: juridicamente acabou; politicamente ficaram perguntas. A Gazeta do Povo procurou a defesa de Fábio Luís e não obteve resposta. A linha conhecida da defesa é a de perseguição pelo parentesco com o presidente. Nos capítulos seguintes, o deputado promete “outros personagens”.
A estreia veio depois do anúncio de sexta e de ações na Justiça Eleitoral contra o Instagram de Nikolas, que ele diz ter vencido. É peça de campanha e de oposição, não decisão judicial nova. Os três inquéritos na PF existem. A anulação de 2022 também. Cabe à defesa de Lulinha responder ao recorte da Gamecorp e da Oi. Cabe à série apresentar o que ainda não está nos autos públicos. Os outros seis vídeos ainda não saíram.

