MUDANÇA NA 2ª TURMA DO STF PODE FAVORECER ANDRÉ MENDONÇA NO CASO MASTER
Com a saída de Gilmar Mendes da presidência da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal em agosto, Luiz Fux assumirá o comando. A transição beneficia o relator André Mendonça no caso Master, investigando o banqueiro Daniel Vorcaro, ao reduzir o risco de pautas-surpresa e reforçar alinhamento com o novo presidente.
A mudança na presidência da 2ª Turma do STF, prevista para agosto de 2026, deve influenciar diretamente o andamento do Caso Master. O decano Gilmar Mendes deixará o cargo após o período regimental e será substituído por Luiz Fux, que comandará o colegiado por um ano conforme o rodízio interno.
Gilmar Mendes utilizou recentemente sua prerrogativa de presidente para incluir de última hora na pauta a análise das prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro (pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro). A decisão surpreendeu o relator, ministro André Mendonça. Ao votar contra a manutenção das prisões, Gilmar criticou excessos: “É precisamente a dimensão do caso que recomenda redobrada cautela” e afirmou que “juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia”.
FUX COMO ALIADO DE MENDONÇA
Luiz Fux é visto como aliado consistente de André Mendonça na Turma, acompanhando sistematicamente seus votos no Caso Master. Com o controle da pauta nas mãos de Fux, diminui o risco de inclusões intempestivas que interferiam no ritmo das investigações. Isso fortalece a posição do relator e pode agilizar ou proteger o curso natural do processo.
DIFICULDADES DE DANIEL VORCARO
O banqueiro enfrenta cenário desfavorável: a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram sua segunda proposta de delação premiada, e o STF manteve a prisão preventiva de seu pai. A transição na 2ª Turma surge como um elemento positivo para a defesa no colegiado.
ANÁLISE EDITORIAL
A alternância na presidência da Turma reforça a importância do critério de antiguidade e rodízio no STF, mas também expõe como o comando da pauta pode influenciar resultados. No Caso Master, a saída de Gilmar tende a reduzir ativismo surpresa e favorecer linha mais técnica e garantista defendida por Mendonça e Fux. Isso é positivo para a segurança jurídica, especialmente em casos de grande repercussão onde a pressão pública é intensa.
A direita e conservadores observam com atenção: figuras como Gilmar Mendes são frequentemente criticadas por decisões vistas como seletivas ou politizadas. A mudança pode trazer maior previsibilidade e equilíbrio ao julgamento de processos sensíveis.
O escrutínio final do caso continua sob responsabilidade de André Mendonça, agora com ambiente potencialmente mais favorável na Turma.

