O Ministério Público Eleitoral apresentou uma ação à Justiça Eleitoral de Minas Gerais após o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) ser flagrado com um celular dentro da cabine de votação, em Araxá, no Alto Paranaíba. O episódio ocorreu na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições.

O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Rodolfo Pacheco, confirmou que o processo foi protocolado e ainda não tem data prevista para julgamento. O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que, se o fato for comprovado, as providências previstas em lei serão adotadas. Zema declarou que não foi alertado sobre a proibição e que não fotografou a urna.

A legislação eleitoral proíbe a entrada de celulares, câmeras e outros aparelhos capazes de registrar ou transmitir a escolha do eleitor. A regra busca proteger o sigilo do voto, e o artigo 312 do Código Eleitoral prevê pena de até dois anos de detenção para quem violar essa garantia. A eventual responsabilização de Zema dependerá da apuração e da decisão da Justiça Eleitoral.