MILITARES AVISAM GILMAR E FACHIN QUE NÃO VÃO INTERVIR SE O STF ABRIR CRISE
No programa ALive de sexta, Claudio Dantas disse que o recado foi não contem conosco para nada. Se provocarem potência estrangeira, violarem a Constituição ou boicotarem a eleição, assumam a bronca
Claudio Dantas disse, no programa ALive desta sexta (2), que militares já avisaram ministros do Supremo que não estão alheios ao que acontece na política e no Judiciário, e que não contem com eles para nada se a Corte provocar uma crise institucional ou uma intervenção estrangeira. Segundo o apresentador, entre os avisados estão Gilmar Mendes, decano, e Edson Fachin, presidente do tribunal. Não há nota oficial das Forças. O que está público é o relato dele sobre o recado.
A frase que Dantas atribuiu aos militares é esta: “Olha, não contem conosco pra nada, tá? Não podemos, não queremos, não faremos.” Em seguida, o recado segue para o cenário que eles não vão carregar. Se os ministros provocarem uma potência estrangeira, se violarem a Constituição como ele diz que já estão violando, se impedirem ou boicotarem uma eleição, se impedirem um presidente eleito de tomar posse, que assumam a bronca e lidem com ela. O primeiro turno é domingo (4).
Dantas ainda disse que sempre defendeu que o Supremo respeite a vontade popular, a lei e a Constituição para não dar azo a ninguém, e que o problema se resolva dentro do país. “Quando o outro vem resolver o nosso problema, ele não vem pra resolver os problemas sobre o interesse brasileiro, mas sobre o próprio interesse deles”, afirmou, e citou o que acontece na Venezuela. No mesmo programa, ele comentou o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália às vésperas do voto e disse que, para ele, parece que esses governos agiram depois de as inteligências alertarem para uma questão de segurança interna no Brasil. Os dois países falaram em segurança e não detalharam o motivo. A Polícia Federal buscou um suposto plano contra instalações americanas e não confirmou o risco. O aviso que ele colocou no ar, na véspera do voto, é de quem observa e se recusa a entrar: a caserna não entra na crise que o tribunal abrir.

