A campanha de Lula acusou a Meta, neste sábado, 10, de tentar interferir na eleição em favor de Flávio Bolsonaro e anunciou que vai ao Tribunal Superior Eleitoral e à Agência Nacional de Proteção de Dados. A nota, lida pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, no QG em Brasília, diz que a sucessão de problemas técnicos não explicados levanta a suspeita de interferência, e que a falta de transparência torna as explicações da empresa opacas. O Valor registrou que a representação no TSE já foi apresentada. O G1 tratou o passo como anúncio. A empresa, dona do Instagram e do Facebook, respondeu em nota ao R7 e à CNN que as alegações “são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”.

O que a campanha lista são falhas de alcance e de anúncio. No primeiro turno, a conta de anúncio de Lula teria saído do ar sem justificativa formal. Nesta semana o perfil teve interrupção de alcance, e entre a tarde de sexta, 9, e a manhã deste sábado o Instagram impediu o impulsionamento dos conteúdos. Um documento da inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, citado pela própria campanha, diz que a página de Flávio tinha em média 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo com 17,2% menos seguidores. Esse número é cálculo do PT, não uma auditoria independente.

A Meta diz que muitos desses problemas técnicos não atingiram só o Brasil nem só contas determinadas, que cumpre as normas eleitorais e que está comprometida com a isonomia do uso das plataformas. O segundo turno é em 25 de outubro. Até aqui, o que existe é a suspeita da campanha de Lula, baseada em falhas que ela não conseguiu que a empresa explicasse, e a negativa da Meta de que tenha havido favorecimento. Não há decisão do TSE sobre o caso.