O PL formalizou na quinta-feira, 8, a filiação de Luis Felipe Cunha, primeiro suplente de Sergio Moro no Senado pelo Paraná. Cunha deixa o União Brasil e só senta na cadeira em janeiro de 2027, porque Moro, eleito governador no primeiro turno, disse ao G1 que não se licencia na transição. Com ele no partido, o SBT News projeta 29 senadores do PL na próxima legislatura, mais de um terço dos 81. O partido elegeu 19 das 54 cadeiras em disputa no domingo. MDB ficou com 7 e o PT com 6. A federação União-PP, segunda bancada, cai para 11 nomes com a saída de Cunha.

Cunha tem 47 anos, é advogado, empresário e mestre em Direito pela PUC do Paraná. Nasceu em São Paulo, mora em Curitiba desde 1994 e é amigo e ex-advogado de Moro. Este é o primeiro cargo eletivo dele, com mandato até 2030, ao lado de Filipe Barros, do PL, e de Deltan Dallagnol, do Novo. A chapa de 2022 teve 1.953.159 votos, 33,5% dos válidos. O segundo suplente, Ricardo Guerra, permanece no União. A filiação teve Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, Moro e Rogério Marinho.

O SBT descreve Cunha como defensor do impeachment de ministros do Supremo e estima que, somados os senadores dos partidos que já declararam apoio a Flávio, a conta para aprovar um processo de impeachment fica na casa de 50 nomes. Faltam quatro para 54, que é o quórum de dois terços do Senado, o voto que condena num julgamento de impeachment. A troca não aumenta esse bloco, porque o União já estava com Flávio. O que muda é o dono da cadeira: a vaga de Moro, que iria para um suplente do União, fica no PL, e o partido chega a 2027 com a maior bancada da Casa.