PAULO FIGUEIREDO IRONIZA MORAES E DIZ QUE A MAGNITSKY NÃO VEM ANTES DO DIA 25
O jornalista tratou o segundo turno como prazo da sanção americana, no dia em que Eduardo voltou a pedir o retorno da lei
O jornalista Paulo Figueiredo ironizou Alexandre de Moraes neste sábado e escreveu que a Magnitsky, a que ele chama de MAG, não vem até o dia 25. “Alexandre, fica tranquilo que a MAG não vem até o dia 25. Pode fazer merda à vontade que eu te garanto”, diz a publicação. O dia 25 de outubro é o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. A frase é deboche, não um calendário oficial de Washington. O que Figueiredo faz é dizer ao ministro que, na leitura dele, a sanção americana ficou para depois da urna, e que até lá Moraes teria caminho livre.
A lei já esteve em cima de Moraes. O OFAC, do Tesouro americano, incluiu o ministro na lista da Magnitsky Global em julho de 2025 e tirou a designação em dezembro daquele ano, depois da aproximação entre Lula e Donald Trump. Em 16 de setembro, Figueiredo e Eduardo Bolsonaro estiveram no Departamento de Estado e disseram à CNN que Moraes continua formalmente designado pela lei e que não há razão para ele ficar fora da lista de bloqueados. Pediram a mesma medida contra Flávio Dino e Gilmar Mendes, sob o argumento de apoio material a um designado. Na sexta-feira, 9, Eduardo repetiu no SBT News que os Estados Unidos não absolveram Moraes. Ele só deixou de estar sujeito ao bloqueio de contas, e quem der apoio financeiro ou moral a um sancionado também pode entrar na mesma lista.
A ironia sai dois dias depois de Moraes mandar cumprir a pena de Eduardo, de 4 anos e 2 meses em regime inicialmente semiaberto, com mandado de prisão e cancelamento dos passaportes. Figueiredo disse ao Correio da Manhã que o Departamento de Estado não vai extraditar o ex-deputado. O recado da publicação, portanto, junta as duas coisas. De um lado, a prisão que Moraes determinou e os Estados Unidos não executam. De outro, a sanção que saiu em dezembro e que Figueiredo e Eduardo seguem pedindo de volta, agora com o segundo turno marcado como o dia em que, na provocação dele, a conta chegaria.

