Uma montagem eleitoral tentou transformar cenas que nunca existiram em imagens com aparência de realidade — e André Mendonça mandou retirá-la do ar. O ministro do TSE determinou que o perfil responsável apague e não republique o vídeo produzido com inteligência artificial que associa Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e a suposto recebimento de “rachadinha”. A peça criava imagens realistas dos dois e apresentava uma música como se fosse cantada por Vorcaro, sem a identificação exigida para conteúdo sintético.

Em análise preliminar, Mendonça enquadrou o material como deepfake eleitoral capaz de produzir falsa percepção de autenticidade e prejudicar a candidatura. A Meta deverá fornecer dados para identificar o responsável pelo perfil. A decisão foi limitada ao vídeo específico e não determinou a remoção automática de todas as cópias, evitando atingir conteúdos jornalísticos ou críticas legítimas. A eventual propaganda negativa, ofensa à honra e divulgação de fato sabidamente falso serão analisadas depois do contraditório.