Quando termina a agenda de ministro e começa o palanque eleitoral? Flávio Bolsonaro acionou o TSE contra Dario Durigan e Lula, alegando que a estrutura do Ministério da Fazenda teria sido usada para transformar o ministro em porta-voz econômico da campanha petista. A ação cita compromissos oficiais, reuniões com o mercado, entrevista à CBN e convite para debate entre coordenadores econômicos.

A defesa pede preservação de agendas, viagens, diárias, servidores e despesas, além de proibição do uso de recursos públicos em futuros atos eleitorais. A representação foi distribuída a André Mendonça e ainda não prova irregularidade nem gerou condenação. O Ministério da Fazenda afirmou que não havia sido notificado e que as atividades de Durigan observam a legislação. A questão jurídica será saber se houve apenas manifestação política permitida ou mistura indevida entre cargo público e campanha — distinção essencial para garantir paridade entre candidatos.