MENDONÇA GANHA APOIO DE FUX E NUNES MARQUES NA SEGUNDA TURMA E DERROTA GILMAR NO CASO BANCO MASTER
Ministro André Mendonça consolida nova correlação de forças na Segunda Turma do STF ao manter prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. Votos de Luiz Fux e Nunes Marques derrotam posição de Gilmar Mendes, que defendia prisão domiciliar com tornozeleira.
Desdobramentos do escândalo Banco Master alteraram a dinâmica na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça, relator do caso, ganhou apoio consistente de Luiz Fux e Nunes Marques, formando maioria contra o posicionamento histórico do decano Gilmar Mendes. A mudança ficou clara na semana passada, quando a Turma manteve a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro.
JULGAMENTO COMO TESTE DE FORÇAS
O caso de Henrique Vorcaro era visto como termômetro da correlação de forças. Gilmar Mendes defendeu prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Mendonça votou pela manutenção da prisão, sendo acompanhado por Fux e Nunes Marques. O resultado derrotou o decano e reforçou o protagonismo de Mendonça em apurações sensíveis do Master.
OUTRO CASO RELEVANTE
Em julgamento anterior, a Turma também manteve a prisão de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro. Novamente, Mendonça prevaleceu, com Gilmar votando pela soltura com medidas cautelares como proibição de contato com investigados.
ANÁLISE CONSERVADORA
A nova configuração na Segunda Turma representa freio importante ao ativismo judicial seletivo e ao predomínio de Gilmar Mendes em temas de interesse do governo. Mendonça, indicado por Bolsonaro, consolida linha mais alinhada à segurança jurídica e ao rigor em investigações de corrupção, mesmo quando atingem figuras poderosas. O episódio reforça que o STF não é monólito e que votos técnicos podem prevalecer sobre alinhamentos políticos.

