O ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil-RJ) denunciou possível interferência do presidente Lula na Polícia Federal para proteger aliados envolvidos no escândalo do Banco Master. Segundo Garotinho, o Planalto articulou a devolução de delegados cedidos ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, logo após operações que atingiram figuras próximas ao governo, como o senador Jaques Wagner (PT-BA).

CONTEXTO DA OPERAÇÃO E ALVOS PETISTAS

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada por Mendonça, mirou Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A PF investiga suspeitas de vantagens indevidas — como pagamentos, imóvel de luxo e voos — em troca de lobby pela “Emenda Master” e outros favores ao banco. Wagner nega irregularidades.

MOVIMENTO DO GOVERNO PARA RECUPERAR DELEGADOS

Desde abril, Lula e o Ministério da Justiça determinam o retorno de delegados cedidos a outros órgãos, com justificativa de reforçar o combate ao crime. Bastidores da PF interpretam a medida como tentativa de esvaziar gabinetes de ministros incômodos, especialmente o de Mendonça, relator de casos como Banco Master e fraudes no INSS. Um delegado chave, Thiago Marcantonio, auxilia Mendonça nessas apurações.

ANÁLISE CONSERVADORA

A direita vê na articulação do Planalto mais um exemplo de ativismo político contra a independência das investigações. Enquanto o governo Lula tenta conter o avanço das apurações sobre o Master — que já atingiu o coração do PT —, a segurança jurídica e o combate à corrupção ficam em segundo plano. Garotinho, crítico histórico do petismo, reforça o alerta sobre interferências que ameaçam o Estado de Direito.

REAÇÕES E DESDOBRAMENTOS

Mendonça reclamou internamente da possível perda de assessores. A PF justifica trocas como “burocracia”, mas o timing gera desconfiança. O caso Master continua expondo conexões perigosas entre poder político e fraudes financeiras, com impactos diretos no governo federal.