O presidente Lula articulou com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que delegados cedidos a outros órgãos retornassem à corporação. A justificativa oficial era concentrar esforços no combate ao crime organizado. Nos bastidores, porém, a medida visava enfraquecer o gabinete do ministro André Mendonça (STF), que conta com delegado assessor em investigações sensíveis como o caso Banco Master e fraudes no INSS.

MIRA NO GABINETE DE MENDONÇA

O delegado Thiago Marcantonio, braço-direito de Mendonça, atua diretamente nas apurações que incomodam o governo. A ordem de Lula buscava tirar “tração” dessas investigações em ano eleitoral, atrasando conclusões que poderiam atingir o Planalto ou a família presidencial. A estratégia, porém, atingiu também outros ministros, especialmente Alexandre de Moraes, cujo gabinete conta com o delegado Fábio Shor — responsável por inquéritos que perseguem a direita há anos.

RECUE E SUBMISSÃO AO STF

Ao perceber que a medida prejudicaria Moraes, Lula recuou e excluiu o STF da “faxina”. A exceção expõe incoerência: se o objetivo era combater crime organizado, por que poupar o Supremo? Analistas veem clara submissão do presidente ao ministro, que mantém protagonismo em pautas políticas. Mendonça escapou do ataque indireto graças ao “efeito colateral” sobre Moraes.

ANÁLISE CONSERVADORA

O episódio reforça o que a direita denuncia: o governo Lula usa instrumentos de Estado para interferir em investigações incômodas, priorizando proteção política sobre o combate real à corrupção. A tentativa de atingir Mendonça — ministro indicado por Bolsonaro e relator de casos que chegam ao núcleo petista — mostra desespero eleitoral. A volta atrás evidencia quem realmente manda no Judiciário: Alexandre de Moraes. Mendonça deve permanecer alerta, pois novos ataques virão para blindar o sistema.