O advogado Martin De Luca, que representa a plataforma Rumble e a Trump Media na ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos, contestou a narrativa de que a autorização para a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) seja uma vitória para o magistrado. Em entrevista, De Luca destacou que Moraes ainda não apresentou defesa formal no processo.

O advogado criticou a tentativa de enquadrar a ação como mera questão de soberania nacional. Para ele, a presença da AGU pode, ao contrário, ampliar o interesse do governo e do Congresso norte-americanos sobre as ações de Moraes, especialmente em temas sensíveis como censura e bloqueios de contas.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CONSEQUÊNCIAS

De Luca abordou o cerne da ação: defesa da liberdade de expressão. Ele alertou para possíveis sanções internacionais, impactos institucionais no Brasil, reflexos no cenário eleitoral e efeitos econômicos da insegurança jurídica gerada por decisões judiciais vistas como arbitrárias.

O caso, que envolve plataformas americanas e decisões do STF, segue repercutindo internacionalmente e deve trazer novos desdobramentos nos próximos meses, com potencial para maior pressão externa sobre o Judiciário brasileiro.

ANÁLISE EDITORIAL

Para a direita conservadora e defensores da liberdade de expressão, a ação nos EUA representa resistência legítima contra o que é percebido como ativismo judicial e censura. A participação da AGU, em vez de encerrar o debate, pode expor ainda mais as controvérsias envolvendo Alexandre de Moraes, especialmente em um momento de alinhamento entre Trump e setores liberais-conservadores no Brasil.

Casos como este reforçam a percepção de que decisões unilaterais de ministros do STF geram insegurança jurídica, afastam investimentos e atraem atenção internacional indesejada. A estratégia de De Luca de ampliar o escrutínio americano pode forçar maior accountability no Brasil.