Mário Sabino afirma que André Mendonça “dá o troco ao jogo sujo do qual é vítima”. A avaliação do jornalista e colunista do Metrópoles veio no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, citando monitoramento ilícito de sua atuação por mais de 30 dias.

Segundo Mário Sabino, Mendonça não cometeu abuso de autoridade: o “crime” do ministro teria sido romper a omertà com a qual, na leitura do colunista, o STF pretendia enterrar a verdade sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Sabino aponta ainda o uso de relatório apócrifo e sem valor probatório para enquadrar Mendonça no inquérito das fake news como peça central desse jogo sujo.

Na terça-feira (8/9/2026), a Segunda Turma formou maioria para manter o afastamento — com votos de Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques — mesmo após pedido de vista de Gilmar Mendes. Mendonça também suspendeu a produção de relatórios de inteligência voltados a atos de magistrados, da advocacia pública e da própria polícia judiciária e mandou a Corregedoria da PF apurar a origem dos documentos.