MARCEL VAN HATTEM DEFENDE MÚLTIPLAS CANDIDATURAS CONSERVADORAS NO PRIMEIRO TURNO E PEDE FOCO NO PT
Deputado do Novo afirma que não há espaço para terceira via distante da direita. Avalia que Zema agiu fora do planejado no episódio com Flávio, mas rejeita continuidade de disputas internas. Candidaturas de Zema e Caiado podem atrair eleitores regionais e fortalecer união no segundo turno contra Lula.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que não existe espaço para uma terceira via distante do campo da direita nas eleições de 2026. Em entrevista ao comentarista Emilinho Surita, o parlamentar defendeu a presença de diferentes candidaturas conservadoras no primeiro turno presidencial como estratégia para ampliar o alcance eleitoral e, posteriormente, consolidar a união contra o PT no segundo turno.
Van Hattem considera que o governador Romeu Zema (Novo) agiu fora do planejado no episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e que não estava bem orientado naquele momento. Ainda assim, o deputado rejeita a continuidade de disputas públicas entre aliados e defende que os ataques devem se concentrar no PT, e não entre os próprios nomes da direita.
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Para van Hattem, candidaturas como as de Zema e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) podem atrair eleitores regionais ou segmentos resistentes ao bolsonarismo. Esses votos, segundo o deputado, teriam potencial de migrar para o candidato da direita que avançar ao segundo turno, fortalecendo a disputa contra o presidente Lula.
A posição do parlamentar do Novo se alinha a declarações anteriores em que ele defendeu a existência de múltiplos nomes conservadores como forma de ocupar mais espaço no eleitorado, em vez de concentrar tudo em uma única chapa desde o início. Nos últimos meses, van Hattem tem reiterado que a prioridade é derrotar o PT e que eventuais divergências internas não devem ofuscar esse objetivo.
CENÁRIO APÓS AS CONVENÇÕES
As falas ocorrem após as convenções que oficializaram as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), realizadas entre 25 e 27 de julho. O quadro da direita permanece com mais de um nome competitivo, o que, na avaliação de van Hattem, não representa desunião, mas potencial de captação de votos diferenciados.
O deputado gaúcho é uma das vozes mais ativas do Novo na Câmara e tem defendido publicamente a necessidade de coordenação entre as forças de oposição ao governo Lula. Sua posição reforça a linha de que a direita deve evitar o desgaste interno e direcionar o confronto principal para o campo petista.

