O vereador do Recife e pré-candidato a deputado federal Eduardo Moura (Novo) publicou um vídeo logo após o debate com Jones Manoel (PSOL) no podcast Fala Ordinário, realizado em 22 de julho. No material, Moura afirma que saiu do estúdio porque “não dá pra conviver com gente que defende estupro de mulher”.

Segundo o vereador, ficou claro no debate que Jones Manoel defendeu “todas as formas de resistência praticadas pelo Hamas e pela Palestina” depois de ter sido perguntado diretamente se apoia estupro de mulheres e crianças. “Eu não admito isso. Eu não consigo estar de frente de uma pessoa que tem esse tipo de canalhice dentro dela”, declarou Moura.

TRANSPARÊNCIA: DOCUMENTOS QUE JONES RECUSOU ASSINAR

Moura afirmou ter levado ao debate três documentos já assinados por ele:

  • Um termo abrindo a “vaquinha” (financiamento coletivo) para dividir com os candidatos do próprio partido;
  • Um documento autorizando a abertura de suas contas bancárias dos últimos dez anos;
  • Um termo quebrando o sigilo bancário e abrindo o patrimônio.

Segundo o vereador, Jones Manoel se recusou a assinar qualquer um deles. Moura usou o episódio para acusar o adversário de apenas “fazer pala” e movimentar a própria bolha, sem se submeter a regras de transparência que ele próprio aceitou.

“ELE NÃO RESPONDEU UMA PERGUNTA NEM DEU UMA PROPOSTA”

Além da polêmica sobre o Hamas, Moura classificou Jones como desqualificado para o cargo de deputado federal. De acordo com o vereador, o adversário não respondeu a nenhuma das perguntas feitas durante o debate e não apresentou nenhuma proposta concreta do que faria se eleito.

“Ele só faz pala, só faz corte, movimentando a bolha dele. Agora, até aí, eu até consigo tirar onda com a cara dele, como eu fiz o debate inteiro. Ele não respondeu uma pergunta que eu fiz, ele não deu uma proposta que ele faria como deputado federal, porque ele é desqualificado para tal”, afirmou.

POSIÇÃO SOBRE ESTUPRO E PENA DE MORTE

No trecho final do vídeo, Moura endureceu o tom. Declarou ter “sangue na veia”, mãe, irmã e sobrinha, e afirmou que, para ele, estuprador merece pena de morte. “Tem que morrer mesmo”, disse.

O vereador encerrou reforçando que o debate expôs, na sua avaliação, a ausência de limites éticos de Jones Manoel quando o tema é a defesa do Hamas.

O embate entre os dois pré-candidatos a deputado federal por Pernambuco continua repercutindo nas redes e no debate político local, especialmente pela forma como Jones Manoel relativizou a condenação aos relatos de violência sexual atribuídos ao grupo terrorista.