Os dois líderes das pesquisas decidiram não entrar no palco — e o candidato que mais quer aparecer foi impedido pela Justiça. O primeiro debate presidencial de 2026, marcado pela Band para este domingo (23), às 20h, terá os púlpitos de Lula e Flávio Bolsonaro vazios. O petista teme virar alvo concentrado dos adversários; Flávio, que condicionou sua presença à participação de Lula, também preferiu preservar-se. No estúdio estarão Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.

Fora do palco, porém, Pablo Marçal promete roubar a cena. O TSE proibiu provisoriamente sua participação em debates, rádio, televisão e o acesso aos fundos eleitoral e partidário até decidir sobre o registro de sua candidatura, apresentado apesar da inelegibilidade reconhecida pela Justiça Eleitoral. Marçal afirma que irá à sede da Band “de qualquer jeito, do lado de dentro ou do lado de fora”, numa tentativa de transformar a restrição judicial em mobilização política e conteúdo para as redes.

O resultado é um paradoxo eleitoral: Lula e Flávio podem falar, mas escolheram não ir; Marçal quer confrontar os adversários, mas foi impedido. A Band manterá o formato e os espaços vazios, deixando visível ao eleitor quem faltou. Sem o confronto entre os favoritos e com a tensão provocada por Marçal nos arredores, o debate que parecia esvaziado pode terminar marcado justamente por quem não estará autorizado a subir ao palco.