TRE barra recurso de Marçal, mas batalha pela candidatura ainda não acabou
Presidente da Corte paulista mantém inelegibilidade até 2032 enquanto registro presidencial segue no TSE
Depois de ser afastado dos fundos públicos, da propaganda eleitoral e dos debates, Pablo Marçal sofreu uma nova derrota — mas o capítulo decisivo ainda não foi escrito. O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, rejeitou o recurso apresentado pela defesa e manteve a condenação que deixou o empresário inelegível até 2032. Marçal alegava falta de provas e cerceamento de defesa; o magistrado concluiu que aceitar essas teses exigiria reexaminar fatos e provas, providência vedada em recurso especial pela Súmula 24 do TSE.
A condenação decorre do chamado “campeonato de cortes” da campanha municipal de 2024. Para a Justiça Eleitoral, a oferta de pagamentos e prêmios para multiplicar vídeos caracterizou uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político. A decisão, contudo, também rejeitou o recurso do Ministério Público que pretendia condená-lo por captação e gastos ilícitos, porque essa acusação não foi considerada comprovada.
O ponto que exige precisão é este: Marçal continua inelegível, mas sua candidatura presidencial ainda depende de julgamento próprio no TSE. A decisão do presidente do TRE-SP não encerra automaticamente todos os recursos nem substitui o exame do registro. Enquanto a defesa denuncia desproporcionalidade e tenta manter o candidato na disputa, a Justiça Eleitoral acelera restrições que, antes do desfecho definitivo, já reduzem drasticamente sua capacidade de competir.

