As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, renovam a Câmara dos Representantes, parte do Senado e governos estaduais, e podem ter efeitos diretos sobre o Brasil, especialmente em relação à presença de Flávio Bolsonaro no país.

Após a derrota no segundo turno e a fuga via Argentina, Flávio chegou a Miami com visto autorizado pelo governo Trump. Deputados democratas já cobraram do secretário de Estado Marco Rubio explicações sobre a concessão do visto, o conhecimento de investigações no Brasil e eventual papel americano na saída do senador.

Analistas apontam que, se os democratas conquistarem maioria em uma ou nas duas casas do Congresso, a capacidade de fiscalização aumenta. Isso inclui audiências e pedidos de esclarecimento sobre a relação bilateral, a permanência da família Bolsonaro e as políticas de Trump para a América Latina. Com maioria republicana, a pressão permanece menor.

O resultado das midterms, portanto, define o espaço de manobra do governo Trump para manter o acolhimento a Flávio sem maiores questionamentos parlamentares, num momento em que a aprovação do presidente americano está em níveis baixos e as pesquisas indicam possibilidade de avanço democrata no Legislativo.