O Paraguai registra aumento expressivo de pedidos de residência de brasileiros, impulsionado por carga tributária bem menor (entre 10% e 14% do PIB contra cerca de 33% no Brasil), energia mais barata e custos operacionais reduzidos. Em 2025 o país concedeu 40,6 mil autorizações de residência, das quais 23,5 mil foram para brasileiros; só nos três primeiros meses de 2026 já havia 18 mil pedidos, crescimento de 85%.

Após a reeleição de Lula, as buscas por “como morar no Paraguai” saltaram 1.700% no Google Trends, e o governo paraguaio abriu mutirões de atendimento em Ciudad del Este. Mais de 263 mil brasileiros já vivem no país vizinho, a terceira maior comunidade brasileira no exterior. Empresários e famílias usam o acordo do Mercosul e o regime de Empresa por Ações Simplificada (EAS) para estruturar atividades com tributação territorial (renda de fonte estrangeira a 0%).

Conteúdos como o do Paraguai Capital, de Rafael Lorenzatto, ilustram o interesse em internacionalização e residência. A migração reflete a busca por menor pressão fiscal e mais previsibilidade, num cenário em que o peso dos impostos e a burocracia no Brasil continuam afastando capital e pessoas.