INADIMPLÊNCIA BATE RECORDE HISTÓRICO EM MAIO E ATINGE 7,6% ENTRE PESSOAS FÍSICAS
Banco Central registra maior patamar desde 2011 para dívidas com recursos livres. Empresas também batem recorde em quase uma década. Endividamento das famílias chega a 30% da renda mensal.
A inadimplência no Brasil atingiu o maior nível da série histórica em maio, segundo dados do Banco Central. Entre pessoas físicas, o índice para operações com recursos livres (cheque especial, rotativo do cartão e crédito pessoal sem consignação) chegou a 7,6% — o pior patamar desde 2011. A inadimplência das empresas também registrou o maior nível em quase dez anos.
30% DA RENDA COMPROMETIDA COM DÍVIDAS
As famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas: em média, 30% da renda mensal é destinada ao pagamento de dívidas, especialmente as mais caras, como rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Os bancos reduzem a oferta de crédito, o que leva os consumidores a recorrerem a modalidades pré-aprovadas e com juros elevados.
ANÁLISE EDITORIAL
O recorde de inadimplência expõe o fracasso da política econômica do governo Lula. Juros altos, inflação persistente, gasto público excessivo e crescimento medíocre criam um cenário de aperto no bolso do brasileiro. O Desenrola pode trazer alívio temporário, mas não resolve a estrutura do problema. A direita conservadora defende uma agenda de responsabilidade fiscal, redução de impostos e estímulo à produção — o oposto do que o PT tem oferecido. O povo sente na pele o custo de um modelo que prioriza narrativas em vez de resultados.

