O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, antecipou sua viagem aos Estados Unidos para defender empresas brasileiras de uma possível sobretaxa de 25% imposta por Washington. Por causa da mudança de agenda, o parlamentar cancelou a participação no “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande (PB), nesta sexta-feira (3).

TROCA DE FARPAS COM LULA

Mais cedo, Lula acusou a família Bolsonaro de atuar contra os interesses nacionais ao enviar carta ao governo americano pedindo adiamento das tarifas para depois das eleições de 2026. Flávio rebateu, afirmando que a medida visa proteger a economia brasileira de interferência eleitoral. Em ligação com senadores aliados, o pré-candidato reafirmou: “Tive que antecipar a viagem para defender as empresas brasileiras”.

ARGUMENTOS DE FLÁVIO

No ofício, Flávio argumenta que a aplicação imediata das tarifas poderia ser usada politicamente por Lula. Ele destaca o interesse americano em evitar qualquer aparência de interferência no processo eleitoral brasileiro, pedindo postergação para após o pleito.

ANÁLISE EDITORIAL

A direita conservadora vê na postura de Flávio uma defesa legítima da soberania econômica e dos empregos brasileiros. Enquanto Lula prioriza narrativas eleitorais, o senador age para mitigar danos causados por decisões externas. O cancelamento da agenda na Paraíba é justificado pela urgência nacional. O episódio reforça a diferença entre quem trabalha pelo Brasil real e quem usa o cargo para ataques pessoais.