GOVERNO TRUMP CONCEDE GREEN CARD EB-1A A EDUARDO BOLSONARO
Ex-deputado, que vive nos EUA desde 2025 e foi condenado pelo STF em junho, obtém residência permanente por “habilidades extraordinárias”. Pedido foi articulado por Paulo Figueiredo há cerca de um ano.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, concedeu o green card (residência permanente) ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O documento, do tipo EB-1A, destinado a pessoas com habilidades extraordinárias, permite que ele permaneça, estude e trabalhe no país por tempo indeterminado, sem necessidade de vistos adicionais. A informação foi confirmada por veículos como CNN Brasil, SBT News e Veja, e antecipada pela Folha de S. Paulo. Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo com trânsito na Casa Branca, solicitou o benefício há cerca de um ano e compartilhou cópia do documento.
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Com o green card EB-1A, Eduardo Bolsonaro deixa de depender de vistos temporários. O benefício é concedido a indivíduos que comprovam destaque nacional ou internacional em suas áreas — ciência, artes, educação, negócios ou atletismo — e exige evidências de aclamação sustentada. Segundo Figueiredo, o pedido atendeu aos critérios exigidos pelo USCIS. Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, quando se licenciou do mandato e se declarou vítima de perseguição política.
CONDENAÇÃO NO STF E ATUAÇÃO NOS EUA
Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. A Corte entendeu que ele articulou, nos EUA, sanções e tarifas contra autoridades e o Brasil com o objetivo de interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão também o tornou inelegível por oito anos e cassou seu cargo de escrivão da Polícia Federal. Eduardo afirmou que a condenação é “sem base” e que só voltará ao Brasil se o irmão, o senador Flávio Bolsonaro, for eleito presidente em outubro.
ARTICULAÇÃO COM PAULO FIGUEIREDO E CONTEXTO DIPLOMÁTICO
O pedido do green card foi conduzido por Paulo Figueiredo, blogueiro e aliado próximo que também atua nos bastidores da relação entre a família Bolsonaro e o governo Trump. A concessão ocorre em meio a tensões comerciais: o governo americano impôs tarifas sobre produtos brasileiros e já havia sancionado o ministro Alexandre de Moraes. Eduardo e Figueiredo têm se apresentado publicamente como interlocutores da direita brasileira em Washington. A direita e os bolsonaristas celebram a decisão como reconhecimento da “perseguição” sofrida no Brasil e como sinal da aliança com Trump. A esquerda e o governo Lula veem o episódio como interferência e proteção a um condenado.
IMPACTO POLÍTICO E PRÓXIMOS PASSOS
A residência permanente fortalece a posição de Eduardo nos EUA e reduz o risco de problemas migratórios, como os enfrentados por outros brasileiros. Ele reitera que permanecerá no exterior até uma eventual vitória de Flávio. O caso reforça a polarização: para a direita, é prova de que o ativismo judicial do STF não encontra eco em democracias consolidadas; para a esquerda, confirma o lobby antipatriótico da família. Não há, até o momento, pronunciamento oficial do governo brasileiro ou pedido de extradição divulgado.

