Fontes do governo dos Estados Unidos disseram ao UOL que a administração de Donald Trump acompanha em detalhes a crise no Supremo Tribunal Federal, marcada pelo confronto entre André Mendonça e Alexandre de Moraes e pelo afastamento temporário do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo a reportagem da jornalista Mariana Sanches, informações sobre o caso chegam a Washington por meio da diplomacia americana em Brasília e de aliados como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Até agora, porém, não houve manifestação pública oficial da Casa Branca ou do Departamento de Estado sobre o episódio.

O UOL relata que um funcionário da diplomacia americana comemorou a decisão de Mendonça que retirou Andrei do comando da PF. O afastamento foi posteriormente suspenso por Flávio Dino, que determinou a reintegração do diretor-geral. A reportagem também afirma que integrantes da administração Trump consideram provável uma retomada das sanções da Lei Global Magnitsky contra Moraes nas próximas semanas. Essa avaliação é atribuída a fontes ouvidas sob reserva e não representa uma decisão formal já anunciada pelo governo americano.

Nos bastidores, haveria uma divisão entre integrantes que defendem apoio político a Flávio Bolsonaro na eleição brasileira e uma ala favorável a uma postura mais pragmática, para preservar a relação com o Brasil caso Lula seja reeleito. As próprias fontes ressaltaram que, neste momento, os Estados Unidos atuam apenas como observadores. O acompanhamento amplia a dimensão internacional da crise no STF, mas não comprova interferência eleitoral nem significa que novas sanções estejam definidas.