Gilmar Mendes votou na manhã deste domingo (4) em Diamantino, a 182 quilômetros de Cuiabá, na Escola Estadual Plácido de Castro, no centro histórico. É a cidade natal dele. Chegou a Cuiabá no sábado e seguiu para Diamantino hoje. Saiu da escola sem falar com a imprensa. A Gazeta do Povo publicou um vídeo e escreveu que o ministro usou o celular dentro da cabine, o mesmo tipo de cena registrada mais cedo com Romeu Zema em Araxá. O jornal disse que procurou o gabinete e aguardava retorno.

A resposta saiu em nota reproduzida pelo Brasil 247. A assessoria afirmou que Gilmar não entrou com celular na cabine. “O que levava era a carteira funcional, com a cola eleitoral, permitida pelo TSE. O aparelho ficou com o segurança. A mesária confirmou que o celular não estava com o ministro.” A Gazeta, na publicação, ainda não tinha essa nota.

A diferença importa por causa da regra. O artigo 91-A da Lei das Eleições proíbe celular, câmera e equipamento de comunicação dentro da cabine. Anotação em papel é permitida, e é nela que o eleitor pode levar os números. O celular só aparece na identificação, para mostrar o e-Título, e depois fica desligado na mesa. Zema admitiu que estava com o aparelho e disse que não fotografou nada. No caso de Gilmar, o vídeo está público e a versão do gabinete é a de que o objeto na mão era a carteira, não o telefone. O TRE de Mato Grosso não anunciou apuração.