Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência e governador de Minas, votou por volta das 9h deste domingo (4) na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, com o celular na mão dentro da cabine. A cena foi filmada. O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a Justiça Eleitoral vai apurar. “Em primeiro lugar, valem as regras e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Isso é irregular, caracteriza crime e pode inclusive gerar pena de detenção.” Ele chamou o episódio de uma série de equívocos e disse que os mesários não poderiam ter deixado o aparelho entrar na sala. Se o fato for comprovado, haverá providência.

A proibição está no artigo 91-A da Lei das Eleições. Vale para celular, câmera, filmadora, óculos inteligente e qualquer equipamento de radiocomunicação. O aparelho só serve na identificação, para o eleitor mostrar o e-Título ou outro documento digital. Depois da conferência, tem de ser desligado e deixado no lugar indicado pela mesa. O eleitor pega de volta quando sai. Anotação é permitida, em papel. Quem se recusa a entregar o aparelho não vota. O presidente da mesa registra em ata e, se precisar, chama a polícia.

Depois de votar, Zema disse aos jornalistas que ninguém o lembrou da proibição e que há questões mais importantes para a população acompanhar. “Eu ando com celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali, eu fui votar normalmente. Mas não afetou em nada meu voto, minha forma de votar, não fotografei nada. Fui só votar mesmo. Se tivessem me alertado eu entregava na hora.” A Veja registrou que, nas imagens, ele parece consultar o aparelho na hora de digitar os números. Ele segue para Belo Horizonte, onde vai acompanhar a apuração. O TRE ainda não concluiu a apuração do caso.