GILMAR MENDES ATACA MENDONÇA E COMPARA CASO MASTER À LAVA JATO NO STF RACHADO
Decano do Supremo critica condução de André Mendonça na Operação Compliance Zero, fala em “iniquidades”, vazamentos e excessos persecutórios. Embate na Segunda Turma expõe divisões internas na Corte sobre o maior esquema de fraude financeira da história recente do Brasil.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, atacou duramente o relator André Mendonça durante julgamento na Segunda Turma e comparou a condução do caso Banco Master (Operação Compliance Zero) à Operação Lava Jato, citando vazamentos, pressão sobre investigados e “excesso persecutório”. O embate expõe rachaduras no STF sobre como lidar com uma das maiores fraudes financeiras da história brasileira.
Gilmar afirmou ver “semelhanças com iniquidades da Lava Jato” e criticou métodos como prisões preventivas prolongadas, transferências frequentes de presos e suposta instrumentalização do processo penal.
DEBATE NA SEGUNDA TURMA
O confronto ocorreu durante análise de prisões de familiares de Daniel Vorcaro. Mendonça, relator, defendeu a manutenção das medidas cautelares e rebateu as críticas, afirmando que não se julgava a Lava Jato, mas “a maior fraude financeira do país”, com contornos de “máfia” e crime organizado. A Turma manteve as prisões, com Gilmar divergindo./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/O/S/SQpkUzQCGYrGXvU7CPAg/vorcaro.png)
ANÁLISE EDITORIAL CONSERVADORA
O posicionamento de Gilmar Mendes reforça a percepção de que parte do STF atua para enfraquecer investigações robustas contra esquemas de grande envergadura, especialmente quando envolvem figuras ligadas ao establishment político. Comparar uma operação que desvendou fraudes bilionárias no sistema financeiro a uma Lava Jato — que expôs corrupção petista sistêmica — é uma forma de tentar deslegitimar o trabalho da PF e do relator.
Enquanto isso, o caso Master avança e revela conexões perigosas entre poder econômico, político e Judiciário. A defesa intransigente de Mendonça contra o crime organizado mafioso é um alento em meio ao corporativismo que prevalece em Brasília.
IMPACTOS E DESDOBRAMENTOS
O racha interno no STF pode influenciar o ritmo e o rumo das investigações, que já alcançaram políticos como Jaques Wagner. Para a direita e bolsonaristas, o episódio reforça a urgência de reformas no Supremo, maior transparência e limites ao ativismo judicial que muitas vezes protege aliados do sistema.

