O advogado criminalista Jeffrey Chiquini gerou forte repercussão ao analisar a Operação Compliance Zero, que investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Após a PF apreender US$ 49 mil em espécie e relógios de luxo em endereço vinculado ao petista, Chiquini foi direto: “Essa corrupção é do PT”.

Em vídeo que circula nas redes, o advogado destacou as conexões do caso Master com o núcleo governista e criticou a tentativa de blindagem de figuras centrais do partido.

ANÁLISE DO ADVOGADO E O ESCÂNDALO MASTER

Chiquini apontou que as investigações revelam um padrão recorrente de influência política em favor de interesses privados, com atuação parlamentar suspeita em temas como crédito consignado e Fundo Garantidor de Crédito. O Banco Master, envolvido em fraudes bilionárias, teria se beneficiado de articulações no Congresso e proximidade com o poder.

A declaração do criminalista ecoa o sentimento de grande parte da oposição, que vê no caso mais uma prova da captura do Estado pelo PT, mesmo após anos de discursos moralistas.

REAÇÃO DA DIREITA E CONTRASTE COM O PETISMO

Para a direita conservadora e bolsonarista, as palavras de Chiquini representam uma leitura precisa da realidade: enquanto o governo Lula tenta avançar narrativas contra adversários, seus principais aliados aparecem enredados em esquemas de corrupção financeira. A defesa automática do PT a Wagner contrasta com a exigência de rigidez que a esquerda cobra de outros.

O episódio fortalece a narrativa de que o combate à corrupção real passa necessariamente pela alternância de poder e pelo fim da impunidade seletiva.

DESDOBRAMENTOS E IMPACTO POLÍTICO

Com o caso Master avançando e alcançando o coração do governo, o PT enfrenta mais um desgaste em ano eleitoral. A repercussão das declarações de Chiquini contribui para manter o tema na agenda pública, pressionando por transparência e punições efetivas.