Santiago Abascal, líder do Vox, partido conservador espanhol, manifestou apoio explícito ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após condenação pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo. Abascal classificou a decisão como “golpe judicial” do “socialismo totalitário e corrupto” de Lula e de Alexandre de Moraes.

DECLARAÇÃO DE ABASCAL

Em publicação no X, o líder espanhol escreveu: “Todo o meu apoio ao meu bom amigo Eduardo Bolsonaro frente ao golpe judicial do socialismo totalitário e corrupto de Lula e seu delinquente de cabeceira, o juiz Moraes”. A mensagem repercutiu internacionalmente entre conservadores, que veem na condenação mais um capítulo de lawfare contra a direita brasileira.

O QUE DIZ A CONDENAÇÃO

Ministros do STF entenderam que Eduardo Bolsonaro articulou para que os EUA impusessem sanções ao Brasil, com o objetivo de interferir em julgamentos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por suposta tentativa de golpe. A defesa argumenta perseguição política e ausência de provas concretas de intimidação a autoridades ou testemunhas.

REAÇÃO CONSERVADORA INTERNACIONAL

Abascal, figura central da direita europeia, reforça o coro de críticas ao ativismo judicial do STF e a Alexandre de Moraes. Conservadores brasileiros e internacionais enxergam no caso mais um exemplo de uso seletivo da Justiça para neutralizar opositores, enquanto aliados do governo petista recebem tratamento brando em escândalos como o Banco Master.

CONTEXTO POLÍTICO

A condenação ocorre em meio a tensões entre o Judiciário brasileiro e a oposição bolsonarista. A direita denuncia cerco sistemático a figuras conservadoras, com prisões, inelegibilidades e decisões que extrapolam os limites constitucionais, ameaçando a liberdade de expressão e a segurança jurídica.