Flávio Bolsonaro voltou a subir na Polymarket nesta terça (29). Às 6h, o contrato que paga se ele vencer a eleição estava em 58,1%. O de Lula, em 41,5%. A diferença é de 16,6 pontos. Na manhã de 22 de setembro, Flávio marcava 61,2% e Lula, 38,5%. A linha verde caiu até 55,5% na noite de quinta (24), quando Lula chegou a 43,5%, e desde então o senador sobe de novo. O mercado já negociou mais de US$ 156 milhões. A cotação é preço de contrato, não intenção de voto.

Gráfico da Polymarket: Flávio Bolsonaro e Lula entre 22 e 29 de setembro de 2026

A plataforma está proibida no Brasil. Em 24 de abril, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda determinou o bloqueio da Polymarket e de outros 26 domínios de mercado de previsão, e a Anatel repassou a ordem às operadoras. Em 9 de setembro, a mesma secretaria pediu à Meta o bloqueio das páginas da empresa no Instagram. O perfil saiu do ar em 22 de setembro, o dia em que a cotação de Flávio ainda rondava 60%. O caminho começou no TSE, passou pela AGU e chegou à Fazenda depois de uma publicação da própria Polymarket que mostrava o senador à frente. A Fazenda informou que o site ainda é alcançado por VPN e que isso não autoriza a operação. O Conselho Monetário Nacional vedou, em abril, aposta atrelada a evento político.

O Tempo registrou que Lula chegou a 67% nesse mercado em 16 de agosto, primeiro dia oficial da campanha, e que Flávio bateu 61,1% em 21 de setembro. O gráfico da semana é o caminho de volta: do fundo de quinta até os 58,1% desta manhã, com Lula devolvendo dois pontos desde o pico de 43,5%. O governo tirou o Instagram brasileiro da plataforma no dia em que o número de Flávio estava no alto. O número não saiu. Nesta manhã, a distância é de 16,6 pontos, a cinco dias de 4 de outubro.