O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para expor um relato no mínimo questionável, alegando ter sido alvo de "ameaça" por parte de uma funcionária de companhia aérea. Segundo a versão do magistrado, a trabalhadora teria dito a um agente de polícia judicial que preferia "matar" a xingar o ministro após ver seu nome em um bilhete de embarque. Em vez de tratar o caso pelas vias legais adequadas — se é que o episódio de fato ocorreu nos moldes narrados —, Dino aproveitou o palanque digital para fazer um apelo autoritário, exigindo que empresários promovam "projetos de conscientização" (leia-se reeducação ideológica) com seus colaboradores.

Demonstrando um nítido descolamento da realidade e um alarmante delírio de perseguição, o ministro foi além e sugeriu que o "ódio" contra sua figura põe em risco a segurança de voos, aeroportos e que passageiros correm o risco de ser envenenados em redes de restaurantes. O episódio evidencia o pânico da casta do Judiciário diante da maciça rejeição popular. Em vez de refletirem sobre o ativismo judicial que corrói a credibilidade da Corte, os ministros preferem culpar o cidadão comum, tentando empurrar para o setor privado a responsabilidade de policiar a opinião e o descontentamento legítimo do trabalhador brasileiro.