A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou na quinta-feira, 8, no Tribunal Superior Eleitoral, uma ação de investigação judicial eleitoral contra Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. A peça aponta uma rede de 1.525 perfis no Instagram, organizada em 16 grupos e ligada por 5.882 relações de coautoria, que estaria sendo usada para espalhar desinformação em favor da reeleição.

O levantamento da campanha examinou 2.856 publicações feitas entre 5 e 7 de outubro por uma amostra de 146 perfis, e 2.101 delas, ou 74%, saíram em coautoria, o recurso do Instagram que permite a até seis contas assinarem o mesmo post. A defesa diz ter encontrado 218 publicações com informações falsas ou fora de contexto, feitas por 123 perfis, com 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações em cerca de 62 horas. O pedido inclui o bloqueio temporário de 32 contas e multa que pode chegar a R$ 100 mil por hora de descumprimento.

A ação agora fica com o TSE, que pode analisar as medidas urgentes antes do segundo turno de 25 de outubro. O PT já tinha feito denúncia semelhante contra perfis do outro lado, e o caso de Flávio coloca no tribunal a estrutura de collabs que a campanha do senador descreve como uma máquina coordenada.