O influenciador Felca, de 28 anos, publicou na madrugada desta terça-feira (20) um vídeo no YouTube intitulado “fobia social”. Nele, o criador de conteúdo mostrou um laudo e afirmou que sofre do transtorno, ligado a episódios de bullying que começou aos 12 anos na escola, com xingamentos que evoluíram para agressões físicas. Em um dos casos mais graves, cinco alunos mais velhos o espancaram no banheiro da escola.

Após o vídeo “Adultização”, publicado em agosto de 2025 e que gerou amplo debate sobre a exposição de crianças nas redes sociais, Felca contou que se isolou por meses e chegou a ficar sem sair de casa. Ele também revelou que, em situações sociais, recorria ao álcool para conseguir enfrentar o medo e que seus batimentos cardíacos aceleram quando fala em público. O influenciador disse ainda que desistiu da ideia de cursar faculdade por medo de enfrentar outra sala de aula.

Como parte de um desafio pessoal de três meses chamado #SimFel, Felca pretende voltar a sair de casa, aceitar convites e conhecer pessoas, compartilhando as experiências nos stories do Instagram. Ele também anunciou a retomada do programa de entrevistas “Sofá do Felca” e a realização de palestras gratuitas sobre bullying em escolas, com o objetivo de acolher vítimas e incentivar agressores a repensar suas atitudes. “Eu não vou cobrar nada por isso”, declarou.

O retorno havia sido anunciado no domingo (18) com a frase “Eu me escondi por tempo demais”. Às vésperas do segundo turno das eleições, parte do público esperava que o vídeo trouxesse um ataque político, especialmente contra Flávio Bolsonaro ou a direita. De acordo com publicações nas redes, a esquerda ficou decepcionada com o conteúdo pessoal e houve reações críticas, incluindo xingamentos de influenciadores como Felipe Neto, que reagiu com um comentário de frustração.