Circula nas redes sociais um vídeo e imagens em que uma mulher loira aparece ao lado do candidato Flávio Bolsonaro. O material ganhou o apelido de “a loirona do Flávio” e gerou comentários de que teria causado ciúmes da esposa dele, Fernanda Bolsonaro.

A loira, porém, não é uma pessoa real. O conteúdo foi produzido com inteligência artificial. Montagens e deepfakes de candidatos têm se tornado comuns na reta final da campanha, com o objetivo de criar polêmica ou desinformação. Ferramentas de IA conseguem inserir rostos e corpos fictícios em cenas com aparência realista.

O próprio Flávio já teve outros conteúdos gerados por IA removidos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, em casos em que as imagens o colocavam em situações inventadas sem identificação clara de que se tratava de material artificial. A regra eleitoral exige que conteúdos feitos com IA sejam identificados de forma clara para não enganar o eleitor.

No caso da loira, o que parece um flagrante capaz de gerar ciúmes é, na verdade, uma criação digital. A circulação desse tipo de material mostra como a tecnologia é usada para alimentar narrativas na disputa eleitoral, sem base em fatos reais.