A campanha de Lula decidiu entrar com ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposta manipulação algorítmica da Meta. A Aije acusa os sistemas do Instagram, Facebook e WhatsApp de favorecer o candidato do PL e prejudicar o presidente, citando também incidentes com ferramentas de IA que geravam material para Flávio e bloqueavam para Lula.

A acusação ignora um dado simples: o alcance maior de conteúdos da direita não se limita a uma plataforma. Nikolas Ferreira, por exemplo, registra visualizações altas no Instagram (Meta), no X (empresa americana), no YouTube (Google) e no TikTok (plataforma chinesa). A multiplicidade de donos e algoritmos diferentes indica que o resultado vem da capacidade de se comunicar com a população, não de um favorecimento seletivo de uma única empresa.

O TSE já determinou que a Meta assegure tratamento igualitário entre os candidatos. Flávio também já reclamou de anúncios negativos contra ele na mesma plataforma. A tentativa de cassar a chapa com base em algoritmo aparece como a última cartada da campanha petista, diante da dificuldade de reverter a vantagem de Flávio nas pesquisas e do volume de revelações recentes que atingem o governo.

Em vez de reconhecer a diferença de mobilização nas redes, a ação transforma o sucesso de comunicação do adversário em irregularidade eleitoral. O pedido de cassação segue em tramitação no TSE.