Edson Fachin deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República dizer se mantém o pedido de arquivamento do inquérito aberto a pedido da CPI da Pandemia sobre falas de Jair Bolsonaro a respeito de vacinação e máscaras, condutas que, em tese, poderiam ser epidemia, infração de medida sanitária e incitação ao crime, no despacho assinado na terça e divulgado na quarta.

A Polícia Federal encerrou as investigações em 23 de dezembro de 2022 e indiciou o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e em fevereiro de 2023 a PGR pediu o arquivamento por entender que não havia indícios mínimos dos crimes, mas o inquérito, protocolado há quase cinco anos e que estava com Alexandre de Moraes, passou à presidência do Supremo quando Fachin tirou das mãos do ministro o inquérito das fake news e ficou com os processos ligados.

Fachin justificou a consulta pelo tempo de tramitação e pela resposta do Departamento de Justiça dos Estados Unidos a um pedido de cooperação da Polícia Federal, juntada em abril de 2025, e agora cabe à PGR dizer se ainda quer o arquivamento que ela mesma pediu há mais de três anos.