ITAMARATY TEME A VITÓRIA DE FLÁVIO BOLSONARO
O Correio da Manhã apurou que diplomatas temem que Flávio troque o multilateralismo e o não alinhamento por acordos país a país, no modelo de Donald Trump
O Correio Político, na coluna de Rudolfo Lago publicada nesta quarta, apurou que o Itamaraty teme a vitória de Flávio Bolsonaro porque ela pode quebrar dois pilares que a casa trata como regra desde Oswaldo Aranha, que presidiu a Assembleia da ONU em 1947: o multilateralismo, a negociação por organizações de países, e o não alinhamento ideológico.
O temor, segundo o jornal, é que a pressão de Donald Trump por acordo país a país, já aplicada a outros governos de direita na América do Sul, substitua esse pragmatismo por um alinhamento maior com os Estados Unidos e com os interesses econômicos de Washington no Brasil, e o mesmo texto lembra que nem a ditadura militar fez isso, porque o Brasil reatou com a China em 1974 e manteve venda de armas à Líbia.
Lago registra ainda que Eduardo Bolsonaro, dos Estados Unidos, já falou em uma faxina no Itamaraty, e liga o medo da diplomacia ao mesmo receio do Supremo, depois que Edson Fachin procurou líderes do Senado na terça, diante de um Congresso mais à direita e de Flávio à frente no segundo turno de 25 de outubro.

