DELTAN, BARRADO NA RETA FINAL, FOI ELEITO COM 2,9 MILHÕES E O TSE JULGA O REGISTRO HOJE
No sábado, Floriano indeferiu o registro de Deltan e mandou anular os votos, no domingo Nunes Marques devolveu a candidatura, ele teve 2.904.594 votos e o plenário do TSE julga o caso nesta quinta
Na noite de sábado, 3 de outubro, às 19h32, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu sozinho o registro de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, reverteu o TRE, que tinha aprovado por 4 a 3, e mandou contar como nulos os votos do domingo, por entender que a exoneração de novembro de 2021 foi fraude para escapar da Lei da Ficha Limpa, a mesma tese com que o TSE cassou em 2023 o mandato de deputado conquistado com 344.917 votos, e o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral era o contrário, pela manutenção do registro.
Na manhã de domingo, poucas horas antes da votação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, derrubou a decisão individual, disse que não era razoável definir o caso sozinho com a urna já lacrada e devolveu o registro para deferido com recurso, e Deltan ficou na cédula, foi o segundo mais votado, com 2.904.594 votos, 25,14%, atrás de Filipe Barros, com 3.148.583, e publicou um vídeo em que afirma que nos 15 dias finais não pôde pedir voto, usar dinheiro, distribuir material nem divulgar o número.
O nome permaneceu na urna porque as máquinas já estavam preparadas, e agora o plenário do TSE, a partir das 10h desta quinta, julga se esses 2,9 milhões de votos valem e se Deltan assume a cadeira em 2027 ou se a negativa de sábado prevalece e os votos caem.

