Os Estados Unidos estariam avaliando a aplicação de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) e possivelmente outras autoridades brasileiras caso o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha sua prisão domiciliar humanitária revogada e retorne à prisão. A informação foi revelada por fontes dos EUA, sob condição de anonimato, com exclusividade ao SBT News. A gestão Donald Trump ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

A Lei Magnitsky permite sanções a indivíduos envolvidos em violações de direitos humanos ou corrupção, incluindo bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA.

CONTEXTO DA PRISÃO DOMICILIAR DE BOLSONARO

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão de Moraes. A medida, concedida por motivos humanitários, tem validade de 90 dias e está próxima de reavaliação. Qualquer decisão de retorno à prisão pode acionar reações internacionais, especialmente com Trump no poder e histórico de críticas ao que considera perseguição política no Brasil.

REPERCUSSÃO NA DIREITA E NA ESQUERDA

Para bolsonaristas e a direita conservadora, a possível sanção representa contrapeso internacional contra o que chamam de ativismo judicial e lawfare. A articulação externa é vista como legítima defesa de garantias fundamentais.

Setores alinhados ao governo Lula e ao STF criticam a iniciativa como interferência estrangeira, defendendo a soberania brasileira e a independência do Judiciário.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

A avaliação americana pode influenciar relações bilaterais e pressionar o STF em decisões futuras. O tema ganha relevância com a proximidade de eleições e o fortalecimento de nomes da direita, como Flávio Bolsonaro, para 2026.

A coluna de Leandro Magalhães no SBT News destaca que, embora fontes confirmem a análise, o governo Trump mantém silêncio oficial por enquanto.