Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo pediram diretamente a integrantes do governo Donald Trump que não caiam no que consideram uma “provocação” de Lula em relação ao tarifaço. O apelo foi feito durante conversas com parlamentares republicanos e assessores em Washington nos dias 22 e 23 de junho.

ALERTA CONTRA ESTRATÉGIA PETISTA

Segundo aliados, Eduardo e Figueiredo argumentaram que Lula estaria “cavando” a imposição de tarifas americanas. Entre os gestos citados: críticas recentes a Trump, decisão de não enviar representante à audiência pública sobre o tema em 6 de junho e emissão de títulos públicos em moeda chinesa. O objetivo seria forçar uma reação dos EUA prejudicial ao Brasil.

POSIÇÃO DO GOVERNO LULA

Auxiliares de Lula defendem que o melhor caminho é o diálogo direto estabelecido na reunião entre os presidentes em maio. Reuniões semanais ocorrem entre equipes técnica e o Planalto optou por não discursar na audiência, voltada a empresários e sociedade civil, preferindo acompanhar como ouvinte.

CONTEXTO GEOPOLÍTICO

O movimento de Eduardo reforça a linha bolsonarista de aproximação com Trump e defesa da soberania contra alinhamentos perigosos com a China. A direita vê na postura de Lula mais uma prova de alinhamento ideológico que prejudica o Brasil em favor de interesses globalistas.

IMPACTO PARA 2026

Com eleições se aproximando, o caso do tarifaço torna-se campo de batalha. A direita conservadora usa o episódio para mostrar que Lula provoca crises internacionais, enquanto bolsonaristas buscam construir pontes com o governo Trump para proteger interesses nacionais.

O recado está dado: não caiam na provocação petista.