Estados Unidos se manifestam sobre plano da Venezuela para libertar Maduro
Negociações apoiadas por Washington avançam em Caracas, mas o destino do antigo chefe do regime provoca uma reviravolta
Durante meses, o chavismo prometeu que Nicolás Maduro voltaria para casa. Agora, enquanto representantes do regime e da oposição se reúnem sob os olhos de Washington, um silêncio inesperado começa a revelar que o jogo de poder na Venezuela mudou. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos nos Estados Unidos desde a operação militar de janeiro e respondem a acusações relacionadas ao narcotráfico. Delcy Rodríguez, que inicialmente exigia a libertação do casal, passou a governar o país e estreitou a cooperação com os americanos.
Em cinco rodadas de negociação, as delegações discutiram uma nova eleição, a reforma do sistema judicial e o uso de aproximadamente US$ 4 bilhões em ouro venezuelano retido no Banco da Inglaterra para reconstruir o país após os terremotos. Washington apoia o processo, e o secretário de Estado Marco Rubio declarou que espera uma transição em “meses, não anos”. A posição americana é avançar para estabilidade, recuperação e eleições — não interromper o processo criminal de Maduro.
E aqui está a reviravolta: o plano para libertá-lo simplesmente desapareceu da mesa. Segundo o Financial Times, em informação repercutida pela Jovem Pan, o governo de Delcy não citou a soltura de Maduro uma única vez durante as negociações. Não houve anúncio americano de acordo para liberá-lo; ao contrário, o antigo líder parece ter sido abandonado à Justiça dos Estados Unidos enquanto seus antigos aliados priorizam a própria sobrevivência política e a aproximação com Washington.

