Doze capitais registraram atos e concentrações contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, neste 7 de setembro, segundo a VEJA. Nas manifestações organizadas pela direita, que se espalharam pelo país na manhã do feriado, houve pedidos de renúncia do magistrado, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e endosso à atuação do ministro André Mendonça. A reportagem da revista destaca o contraste com o desfile oficial: em Brasília, o ato reuniu parlamentares, candidatos e manifestantes em paralelo à cerimônia na Esplanada dos Ministérios, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Estiveram no ato da capital federal nomes como a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF); a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata ao Senado, não compareceu.

Ainda conforme a VEJA, um boneco que simbolizava Moraes preso foi exibido diante do trio elétrico em Brasília, enquanto camisetas e faixas pediam o impeachment do ministro. Em Maceió, a revista descreve centenas de manifestantes em caminhada organizada pelo Movimento Brasil (MBR). Atos semelhantes foram citados para a orla de Boa Viagem, em Recife, e para João Pessoa. Também estavam convocados para a tarde atos em Aracaju, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Goiânia e Rio de Janeiro. A cobertura da VEJA trata o mapa das capitais — e não o palanque da Paulista — como eixo da mobilização anti-Moraes no feriado.

Outras reportagens do mesmo dia reforçam o recorte nacional sem inventar contagem oficial de público: o G1 apontou, até as 20h, manifestações em onze capitais — Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Maceió, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém, João Pessoa e São Luís — com cobranças a Davi Alcolumbre por não pautar pedidos de impeachment. InfoMoney e Metrópoles descreveram atos em frente ao Banco Central e na Funarte, em Brasília, e mobilizações em Salvador, São Luís e Belo Horizonte. Números de participantes só entram quando a fonte os publica (como as estimativas locais de Metrópoles para atos em Brasília); fora isso, a matéria se limita ao que VEJA, G1 e veículos citados registraram sobre locais, pautas e presença política.