Deputado aliado de Trump cobra a OEA por Moraes no mesmo dia da sessão
Chris Smith pediu à CIDH declaração e monitoramento da urna brasileira; a carta cita Vorcaro, o contrato da mulher e a Magnitsky
O deputado republicano Chris Smith, de Nova Jersey, enviou na terça-feira (15) carta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e ao relator especial para Liberdade de Expressão cobrando “medidas adequadas” para proteger a liberdade de expressão e eleições “livres e autênticas” no Brasil. O UOL obteve o texto com exclusividade; a CNN e a Folha reproduziram. Smith escreveu no mesmo dia em que o Supremo discutiu se investiga Alexandre de Moraes. Pediu declaração pública da CIDH e um plano de monitoramento até o pleito.
O congressista citou o relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro, o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes e editoriais brasileiros pedindo renúncia ou impeachment. Lembrou a sanção Magnitsky aplicada pela administração Trump. Criticou o relatório da visita ao Brasil do relator Pedro Vaca, em 2025, por não nomear Moraes “uma vez”. Smith preside a subcomissão de direitos humanos da Câmara americana e já havia questionado o ministro em 2024. A CIDH ainda não respondeu em público.
Haia recebeu Pagnozzi. Washington mandou Smith. Brasília pediu vista. A carta não é sentença da OEA. É o recado de um aliado de Trump ao sistema interamericano que visitou o Brasil e saiu sem o nome do ministro. A 18 dias da urna, o escrutínio que o plenário adiou migrou para a comissão que o próprio Brasil integra. Se a CIDH calar, Smith usa o silêncio. Se falar, o Supremo ganha monitor estrangeiro no meio da campanha. O documento está no gabinete. A resposta, ainda não.

