Documento usado em extradição justifica argumento para Prisão de Moraes
Defesa aponta divergências nos registros brasileiros enviados à Itália, mas não há confirmação de pedido formal de prisão contra o ministro.
A defesa de Eduardo Tagliaferro questionou documentos usados no processo de extradição em tramitação na Itália e protocolou, em 24 de agosto, pedido ao Ministério da Justiça para preservar, auditar e permitir acesso aos arquivos encaminhados às autoridades italianas. Segundo os advogados e reportagens sobre o caso, uma consulta não teria localizado mandado pendente no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), enquanto uma certidão da Petição 12.936 não relacionaria determinados atos datados de 30 e 31 de julho de 2025.
Com base nessas divergências, o advogado Paulo Faria declarou à Gazeta do Povo que, em sua avaliação, Alexandre de Moraes deveria ser preso. A fala, porém, expressa a opinião jurídica do defensor: até o momento, não há confirmação pública de pedido formal de prisão contra o ministro apresentado na Itália, na Espanha ou em outro país. Tagliaferro permanece solto em território italiano, embora esteja impedido de deixar o país enquanto o procedimento de extradição é analisado.
A ausência de um mandado em consulta pública, isoladamente, não comprova que o documento seja falso ou inexistente, pois pode haver sigilo, registro em outro sistema, restrição de acesso ou falha cadastral. O gabinete de Moraes foi procurado pela Gazeta do Povo e não respondeu até a publicação da reportagem; assim, as dúvidas levantadas pela defesa ainda dependem de resposta oficial e verificação documental pelas autoridades competentes.

