DANIELLA MARQUES CONCEDE ENTREVISTA À REVISTA OESTE E REFORÇA PRESENÇA NOS BASTIDORES DE 2026
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro fala sobre economia, gestão pública e desafios do Brasil. Seu nome continua cotado para a vice-presidência, embora ainda não haja confirmação oficial da chapa.
A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e atual coordenadora da área econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), concedeu entrevista à Revista Oeste, reforçando sua presença nos bastidores das articulações para as eleições de 2026. O material circula em redes sociais, incluindo um reel no Instagram, e destaca o perfil técnico da administradora, que tem sido mencionada como um dos nomes cotados para compor a chapa do senador como candidata à vice-presidência.
EX-PRESIDENTE DA CAIXA E BRAÇO TÉCNICO DE PAULO GUEDES
Daniella Marques Consentino presidiu a Caixa Econômica Federal entre julho de 2022 e janeiro de 2023, no final do governo Jair Bolsonaro. Antes, atuou como assessora especial e secretária especial no Ministério da Economia, sob o comando de Paulo Guedes, sendo considerada uma das principais auxiliares do então ministro. Formada em Administração pela PUC-Rio, com MBA em Finanças pelo Ibmec, ela tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, incluindo passagens por gestoras de recursos e, mais recentemente, como chairwoman da Legend Capital. Após deixar o governo, retornou ao setor privado e, em junho de 2026, se licenciou da empresa para integrar oficialmente a equipe de Flávio Bolsonaro, dedicando-se à elaboração do plano econômico e a agendas de mobilidade social e autonomia financeira feminina.
NOME COTADO PARA A VICE, MAS SEM CONFIRMAÇÃO OFICIAL
O nome de Daniella Marques ganhou força nos bastidores como possível vice de Flávio Bolsonaro. Colunas de veículos como VEJA, O Globo e Valor Econômico apontam que o senador a considera favorita, especialmente por seu perfil técnico, proximidade com o mercado financeiro e potencial de diálogo com o eleitorado feminino. Ela se filiou ao Republicanos em 2026. Para que possa integrar a chapa, seria necessária uma coligação formal entre o PL e o Republicanos — negociação que, até o momento, não avançou de forma definitiva. Em entrevistas recentes, incluindo à VEJA, Daniella afirmou que se voluntariou ao projeto de Flávio por “senso de missão” e que nunca discutiu cargos específicos, limitando-se a dizer que está pronta a contribuir no papel que for mais adequado. Não há confirmação oficial de qualquer composição de chapa.
FOCO EM ECONOMIA E AUTONOMIA FEMININA
Na linha que tem defendido publicamente, Daniella critica o descontrole fiscal do atual governo, o endividamento crescente e o impacto da inflação sobre as famílias. Em entrevistas, ela tem defendido controle de gastos, reordenamento de estatais e ativos da União, reformas que aumentem competitividade e segurança jurídica, além de políticas concretas de autonomia financeira para mulheres. A economista rejeita o discurso de vitimização e argumenta que independência econômica é a principal ferramenta de dignidade e proteção contra violência. Seu envolvimento na pré-campanha inclui a coordenação da pauta econômica e iniciativas voltadas ao público feminino, tema que a direita considera estratégico diante das pesquisas de rejeição de Flávio entre mulheres.
BASTIDORES E REPERCUSSÃO POLÍTICA
A entrevista à Revista Oeste ocorre em meio a articulações intensas para a convenção do PL, marcada para o final de julho. Enquanto setores da campanha veem Daniella como nome capaz de transmitir confiança ao mercado e reforçar o diálogo com mulheres, dirigentes do PL, como Valdemar Costa Neto, já sinalizaram que a vice precisa “trazer votos”. A senadora Tereza Cristina (PP) também chegou a ser cotada, mas sinalizou preferência por outras prioridades no Senado. A direita e os bolsonaristas observam Daniella de forma majoritariamente positiva, destacando sua trajetória técnica e o alinhamento com a agenda liberal-conservadora. A esquerda e o PT, por outro lado, tendem a tratá-la como mais um nome do bolsonarismo.
A exposição crescente de Daniella Marques nas entrevistas e nos bastidores eleva a atenção sobre as articulações para 2026, mas a definição da chapa ainda depende de acordos partidários e da convenção do PL. Até lá, o nome da economista permanece como um dos mais citados nos corredores da pré-campanha.

