A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para apurar um possível vazamento de conversas privadas mantidas com o empresário. A defesa alega que não há conhecimento de autorização judicial para a captação dos diálogos e pede abertura de investigação por suspeita de quebra ilegal de sigilo.

PEDIDO SURGE APÓS REPORTAGEM SOBRE POSSÍVEL DIVULGAÇÃO

O requerimento foi apresentado depois que o jornal *O Globo* informou que integrantes da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro pretendiam divulgar áudios das conversas entre Roberta Luchsinger e Lulinha relacionadas às fraudes investigadas no INSS. A empresária não foi indiciada no primeiro relatório da Polícia Federal que listou 48 pessoas, mas aparece nas investigações da chamada “Farra do INSS”.

CONTEXTO DAS INVESTIGAÇÕES SOBRE O INSS

Roberta Luchsinger é citada nas apurações como possível intermediária em repasses. Diálogos apreendidos pela PF mostram o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” (preso), ordenando pagamentos de R$ 300 mil a uma empresa dela, com menção a valores “para o filho do rapaz”. A defesa da empresária nega ter feito repasses a Lulinha e afirma que a relação era de amizade e de negócios legítimos em projetos de canabidiol. Lulinha não foi indiciado e permanece na Espanha.

DEFESA ALEGA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL

Segundo a petição, a defesa desconhece qualquer autorização judicial que tenha permitido a interceptação ou obtenção das conversas agora em risco de vazamento. O pedido busca que o STF determine a apuração da origem do material e coíba sua divulgação. A empresária já teve quebras de sigilo e medidas cautelares no âmbito da Operação Sem Desconto, autorizada pelo ministro André Mendonça.

REPERCUSSÃO POLÍTICA E SITUAÇÃO DE LULINHA

O episódio reacende o debate sobre as menções a Lulinha nas investigações do INSS e sobre a permanência do filho do presidente no exterior. Lula já afirmou publicamente que, se houver algo a esclarecer, seria o primeiro a pedir que o filho se apresentasse. Até o momento, Lulinha não prestou depoimento público sobre as acusações. A movimentação no STF ocorre em meio à intensificação da disputa política pré-eleitoral de 2026.