Augusto Cury, candidato do Avante, disse que chamou advogados para elaborar um mandado de segurança e adiar em uma semana o primeiro turno, marcado para este domingo (4). A fala foi numa manifestação de cerca de 30 apoiadores em frente ao Supremo Tribunal Federal. “Estou tão decepcionado com as instituições brasileiras que, por alguns momentos, chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições por mais uma semana. Não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandato e não sei se o faremos”, disse ele, em vídeo da Band.

O pedido não está na Justiça. O próprio candidato disse que não protocolou e que não sabe se vai protocolar. No mesmo ato, ele classificou como ditadura o pedido de voto útil feito por outros presidenciáveis. A decepção que ele descreve vem de uma semana em que a Globo cancelou o último debate, depois da ordem de Gilmar Mendes para incluir Renan Santos, e em que ele próprio escreveu a Edson Fachin, na sexta, que o processo democrático está morrendo e que avalia levar o caso à Corte Interamericana.

Não é a primeira vez que Cury pede tempo. Em 19 de setembro, no Ceagesp, ele disse que tinha suplicado a Fachin e aos outros ministros para que o julgamento do caso Master acabasse em uma semana, televisionado, porque o eleitor precisava da informação antes de 4 de outubro. Agora o prazo que ele estuda não é o do processo. É o da própria urna. O primeiro turno continua marcado para domingo, e o mandado, até esta fala, não saiu do papel.