A Chancelaria da Colômbia anunciou na quinta-feira, 15 de outubro, a retirada do país como Estado membro e copresidente do Grupo de La Haya. O chanceler Omar Bula afirmou que o bloco foi criado para “isolar e atacar a Israel”, posição rejeitada pelo governo de Abelardo de la Espriella, segundo comunicado oficial e reportagens da Semana, do El Heraldo e da AP.

A retirada foi anunciada por Bula em discurso em Jerusalém, durante a inauguração da embaixada colombiana na cidade, na quarta-feira, 14 de outubro, e oficializada no comunicado de quinta-feira. O Grupo de La Haya foi fundado em 31 de janeiro de 2025 por Colômbia, Bolívia, Cuba, Honduras, Malásia, Namíbia, Senegal e África do Sul, com o objetivo de coordenar medidas jurídicas e diplomáticas relacionadas ao conflito em Gaza e aos territórios palestinos. Bolívia e Honduras já haviam deixado o grupo.

A decisão ocorre no contexto da normalização das relações entre a Colômbia e Israel, restabelecidas em 11 de agosto após o governo de Gustavo Petro ter rompido os laços em 2024. A Colômbia reafirmou seu compromisso com o multilateralismo e o direito internacional.