A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) concentra esforços em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, para reduzir a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliados estimam que a atuação coordenada de cerca de 21 vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) possa alcançar aproximadamente 3 milhões de eleitores, potencial considerado suficiente para reverter a diferença de 486.437 votos a favor de Lula na capital paulista no segundo turno de 2022.

ESTRATÉGIA ARTICULADA PELO PREFEITO E FOCO NA PERIFERIA

O prefeito Ricardo Nunes assumiu a coordenação desse movimento e reúne os parlamentares para agendas nas ruas e nas redes sociais. A ideia é ampliar a presença digital da campanha e intensificar críticas às gestões petistas. Reuniões recentes, incluindo café da manhã com Flávio, Nunes, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e cerca de 20 vereadores, definiram a linha de atuação. A campanha pretende realizar atos na periferia da capital, região historicamente mais difícil para a direita, contando com a penetração eleitoral de Nunes nessas áreas.

CHEGADA DO MARQUETEIRO E MOBILIZAÇÃO LOCAL

Com a chegada do marqueteiro Duda Lima, a estrutura reforça a produção de conteúdo e a orientação aos vereadores para fortalecer a divulgação de propostas nos redutos eleitorais de cada um. Os parlamentares da base de Nunes, de legendas como PL, MDB, União Brasil, Progressistas e Podemos, devem atuar como cabos eleitorais regionais. A capital paulista tem cerca de 9,3 milhões de eleitores aptos. Em 2022, apesar da derrota de Jair Bolsonaro na cidade, ele venceu no estado.

SÃO PAULO COMO PEÇA-CHAVE NA DISPUTA NACIONAL

A avaliação da campanha é de que o desempenho na capital e no estado será decisivo. Pesquisas recentes apontam disputa acirrada ou vantagem de Flávio em São Paulo. A articulação com Nunes e os vereadores busca transformar a penetração local em votos, especialmente em áreas periféricas onde o PT tradicionalmente concentra força. A estratégia combina agendas presenciais, reforço digital e crítica ao governo federal.